segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pudor celeste

I

Enigma que amanhece
Veredicto a percorrer com dedos
o gole desfiado

Madeiras crescem como árvores
Lápis ousa e repete aquilo que
de inventado serve

Julga ou encena no
Vazio da boca entorpecida.
Unge em tons
refuta e cresce.


II

Vapor acre solve
o corpo em cruz de nylon

Exuberante combate

Fôlego
Asilo que brilha e rói

Cinzas de giz pedestal
no roto ponteiro afia enquanto
lambem a cor tormenta noite.