domingo, 30 de setembro de 2012

A rosa dos ventos

Há sempre uma bússola para o prisioneiro em fuga.
Há sempre uma forma de se guiar.
Seja pelas estrelas,
pelo conhecimento da terra,
pelo domínio da sobrevivência no mar.

Há sempre meios de escapar.
Por mais que o corpo esteja inerte
e a mente imersa há possibilidades de escapar.
Tem que haver.

Olho para os lados
e vejo
o único grilhão que me acorrenta; medo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Experimentos

Há coisas que não... não sei.

As vezes olho o que os olhos não gostariam de ver, mas aquilo que é visto faz parte da enorme realidade da qual não posso me esconder (por mais que eu tente).
Vejo a unanimidade passar convencional, mas o convencional de agora é outro.
Vive-se a época dos experimentos.

Há momentos que... sei lá.
Nem o vinho tinto, nem a chuva; nada.
Nem a chuva, isso mesmo nem a chuva.

São tantas aberrações. Sou tão parte disso tudo; parte solta.
Fico olhando e a paisagem é sempre a mesma idade.
Sorrio adulta de toda a minha imaturidade.
A madrugada se foi e não restou nem um sorriso.

Na minha pele apenas um arrepio.