quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Viver a madrugada

A caneta tinge a lauda pálida
pautas e pautas tremem provocantes.

Soluços e soluções por entre as senhas,
senhoras e esperas.

No íntimo o deserto se angustia,
há preguiça imprudente nos minutos!

de - mo - ra
          de - mo - ra
                    de - mo - ra

A eternidade 'no turno' nesta fresta,
as entranhas blasfemam ao acaso
no amarelo seco das figuras belíssimas.
Distraído
o dia amanhece por entre as veias.

Tímida e exausta a rua aponta para o infinito
enquanto isso
alguém adormece na distância
deste momento.