Quase me esqueci
de lembrar que vez ou outra
a memória é muito curta
e que por mais que os olhos
fotografem
há retratos talhados na alma.
Quase me lembrei
que as vezes é melhor esquecer
para viver e que viver
esquecendo e lembrando
é contínuo.
Quase em uma recordação
eu pintei com as cores apagadas
as palavras mal esculpidas.
Quase fiz isso.
Quase mesmo.
Quase que me esqueço que lembrar
faz parte e que as vezes,
só as vezes,
é preciso esquecer
para dar espaço para novas memórias...
e assim, quase que me esqueço de
escrever com as cores mais
comuns que eu ainda sou
uma pessoa que se lembra quem é;
quase sempre.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
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